Lá fora há talento
Enquanto por cá, as nossas televisões continuam a brincar aos talentos de bolso com programas como “Uma canção para ti” ou aquela coisa que é uma espécie de Sing Star que dá pelo nome de “Atreve-te a cantar”, nos outros países vão sendo descobertas algumas surpresas.
São exemplo disso, Susan Boyle que tem o ar de uma empregada de limpeza dos subúrbios, e que chegou a assustar o júri (e o público) do Britain’s Got Talent… Mas isso foi antes de interpretar I dreamed a dream, da peça Les Misérables.
Outro talento que andava à espera de ser descoberto é o de Camelia Jordana a quem chamavam “Ugly Betty” antes de ir ao programa francês “Nouvelle Star” (a versão francesa dos nossos ídolos) interpretar “Quelqu’un ma dit”, um original da primeira dama, Carla Bruni.














Abril 14th, 2009 at 0:12
Fantástico!
Abril 14th, 2009 at 1:34
se cá não há talentos desses queres fazer o quê? a culpa nao é dos canais de televisão.
Abril 14th, 2009 at 10:35
Haver há, o problema é que depois acabam esquecidos ou em cantores de coros de programas da manhã.
Que é feito dos vencedores da duas ou três edições dos ídolos? Das academias de estrelas da RTP?
Existe a Lucy (quem nem sequer ganhou os ídolos), a Sara Tavares que ganhou o primeiro Chuva de Estrelas… O Nuno Norte. A ruiva (acho que era Lília qualquer coisa) que veio de um programa da TVI cujo nome não me lembro e está nos Xaile. Lembram-se de mais alguém?
Abril 14th, 2009 at 19:36
bem… a senhora inglesa calou a boca a muita gente (principalmente àquela pita que fez aquela cara quando ela disse que queria ser cantora profissional), inclusive eu que não estava nada à espera… porra até senti um arrepio nos colhões
o seu a seu dono: a mulher tem voz!
)
A francesinha também cantou muito bem (e fiquei a saber que esta música era da Bruni
É bom haver estas descobertas, pessoas simples mas com grande talento – não precisam de cunhas nem de se meter debaixo de ninguém para alcançar sucesso merecido.
Abril 15th, 2009 at 22:50
Susan Boyle, o dia nem tinha começado pra mim, e meus olhos ainda sensíveis a luz fitaram aquela moça de 47 anos, que pareciam ser alguns mais, desempregada, sem namorado, de pé dizendo que ia cantar.A platéia riu debochada desdenhando de sua aparência, de sua idade maior do que a maioria dos calouros, pensavam que ela era só mais uma daquelas “freaks”, que é a palavra em inglês usada para humilhar as pessoas, para chamá-las de estranhas, de aberração, de anormais.É a miopia emocional humana que ao ver aquela moça simples soltou um murmúrio de incredulidade que percorreu friamente todo o auditório .Mas quando ela cantou “I dreamed a dream” do musical “Les miserables” todos ficaram arrebatados…e eu, eu chorava muito, porque vi ali tantas, tantas pessoas, sonhadoras, tantas mulheres que merecem amar e vencer…eu vi nela o símbolo verdadeiro do que é ser um ser humano…. quando estamos falando de arte, e de sobrevivência, o ser humano pode tudo.Meu Deus como eu chorava de soluçar. Ao fim da canção eu estava até meio fora de mim, ouvi o jurado dizendo “Quando você entrou aqui, todos riram; agora ninguém mais está rindo. Estamos todos impressionados”.
Há dez tem como companheiro apenas seu gato “Peebles”. Nunca teve namorado, não era socialmente aceita no colégio. Caçula de uma família de nove irmãos, Susan nasceu de um parto complicado em que sofreu falta de oxigenação, deixando-a com uma grave sequela: dificuldades de aprendizado. Por conta disso, tornou-se alvo de chacotas e brincadeiras maldosas de outras crianças quando frequentava a escola. Cresceu, envelheceu e teve na música o seu único alento na vida. Porém, com problemas de auto-estima, nunca apostou em seu talento natural. Inscreveu-se, enfim, para participar do programa dois anos após a morte de Bridget, sua mãe, em 2007. Ela era fã do programa e dizia que, se um dia Susan fizesse sua inscrição no reality show, seria vencedora. Disse Boyle: “Eu nunca acreditei que era boa o suficiente. Foi só após a morte de minha mãe que tomei coragem para fazer minha inscrição. Foram tempos difíceis, sofri de depressão e ansiedade. Mas após a escuridão vem a luz. Queria que minha mãe tivesse orgulho de mim, e a única maneira de fazer isso foi correndo o risco de participar do show”
Obrigado Deus por me dar um coração sensível, e um sentimento que me acompanha desde tempos imemoriáveis no espírito, nesse momento minha alma brilha, minha alma brilha, minha alma brilha……
Abril 16th, 2009 at 13:20
Uau… Espantoso essa senhora Britanica, depois de ver esse video o da senhora Francesa foi umcastigo. Quem diria? Se ver este video foi arrepiante, imagino o que teram sentido as pessoas na audiencia…
Quando vi o video e reparei que eram 7 minutos, ponderei ve. Depois fiquei com pena de ter acabado tão depressa!
P.S.- Obrigado ao André Luis Aquino pelo texto aqui postado